Juvam e organizadores renovam TAC da 38ª Cavalgada da Exposul
- 21 de jul.
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Via: Google Imagens
A Cavalgada da Exposul é mais do que um ato de abertura de feira. Em Rondonópolis, ela mobiliza produtores rurais, famílias, comitivas, animais, equipes de apoio e uma parte importante da memória cultural ligada ao campo. Por isso, quando um evento desse tamanho entra no calendário, a organização precisa olhar para além da tradição. Precisa cuidar também da segurança, do bem-estar animal, da ordem pública e dos impactos ambientais.
Na tarde desta segunda-feira (20), representantes do Juizado Volante Ambiental (Juvam), da diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis e da organização da 38ª Cavalgada da Exposul se reuniram para renovar o Termo de Ajustamento de Conduta, conhecido como TAC, referente ao evento que abre a programação da feira.
O encontro foi coordenado pela juíza titular do Juvam, Milene Beltramini. Após a reunião, ficou definida a renovação de praticamente todas as condutas firmadas no ano passado, mantendo uma linha de continuidade na forma como a cavalgada será organizada e acompanhada.
O que foi definido na reunião desta segunda-feira
A reunião teve um objetivo claro: revisar e renovar o TAC da cavalgada, instrumento que estabelece compromissos entre as partes envolvidas para que o evento ocorra dentro de parâmetros previamente acordados.
Participaram do encontro:
O Juizado Volante Ambiental, por meio de sua titularidade e equipe ligada à pauta ambiental.
A diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais de Rondonópolis.
A organização da 38ª Cavalgada da Exposul.
Com a renovação, as partes mantêm praticamente todas as condutas pactuadas no ano anterior. Isso indica que o modelo adotado anteriormente servirá de base para a nova edição, com ajustes apenas quando necessários.
Esse tipo de decisão evita improvisos. Em eventos de grande circulação, especialmente os que envolvem animais e deslocamento por vias públicas, regras definidas com antecedência ajudam a reduzir falhas operacionais e dão mais segurança para quem organiza, participa e acompanha.
A renovação do TAC reforça a ideia de que tradição e responsabilidade precisam caminhar juntas na realização de eventos populares.
Embora a cavalgada tenha forte valor cultural e simbólico, sua realização exige planejamento. O TAC serve justamente para transformar responsabilidades em compromissos formais, com critérios que orientam a conduta dos organizadores e demais envolvidos.
Por que o TAC é importante para a Cavalgada da Exposul
O Termo de Ajustamento de Conduta é um instrumento usado para adequar uma atividade a regras legais e boas práticas. Em vez de tratar o problema apenas depois que ele acontece, o TAC funciona de forma preventiva. Ele antecipa riscos, define responsabilidades e cria um padrão mínimo de conduta.
No caso de uma cavalgada, esse cuidado ganha peso por vários motivos. Há presença de animais, concentração de pessoas, circulação em vias urbanas ou rurais, necessidade de apoio logístico e atenção com resíduos, ruídos e possíveis impactos ao entorno.
O TAC não retira o caráter festivo do evento. Pelo contrário, ele ajuda a preservar a cavalgada como parte da programação da feira, mas com mais organização. Quando as regras são pactuadas antes, todos sabem o que precisam cumprir.
Entre os temas que costumam ser observados em eventos desse tipo estão:
Condições adequadas para os animais participantes.
Organização do trajeto e dos pontos de concentração.
Controle de situações que possam gerar risco ao público.
Responsabilidade sobre limpeza e descarte de resíduos.
Orientações para participantes, comitivas e equipes de apoio.
Acompanhamento por órgãos competentes durante a preparação e a realização.
No caso da 38ª Cavalgada da Exposul, a informação central é que a base do TAC do ano passado será mantida. Isso mostra que as condutas anteriores foram tomadas como referência para a nova edição.
Também mostra que a organização não começa do zero. Há uma experiência acumulada, com regras já conhecidas pelas partes envolvidas. Esse ponto tende a facilitar a comunicação com participantes e equipes, além de reduzir dúvidas durante o período de preparação.
O papel do Juvam na pauta ambiental
O Juizado Volante Ambiental de Rondonópolis atua em situações ligadas à proteção ambiental e ao cumprimento de regras relacionadas ao tema. Em eventos públicos ou tradicionais que possam gerar impactos, sua participação ajuda a garantir que interesses culturais e econômicos sejam compatibilizados com deveres ambientais.
No encontro desta segunda-feira, o Juvam exerceu esse papel de mediação e coordenação institucional. Ao conduzir a reunião, a juíza Milene Beltramini reuniu os setores diretamente envolvidos para alinhar compromissos e manter as medidas já firmadas anteriormente.
Esse tipo de atuação é relevante porque a pauta ambiental não se limita à fiscalização depois do fato consumado. A prevenção também faz parte da proteção ambiental. Quando o poder público dialoga com organizadores antes do evento, há mais chance de correção de rotas, orientação clara e cumprimento espontâneo das regras.
A presença do Juvam também dá segurança jurídica ao processo. O TAC formaliza o que foi acertado, define o compromisso das partes e cria um registro institucional. Para a organização, isso ajuda a orientar decisões. Para o poder público, permite acompanhar se o que foi pactuado está sendo respeitado.
Ao mesmo tempo, a atuação preventiva evita que uma tradição local seja tratada apenas sob a lógica da proibição ou da punição. O caminho escolhido passa pelo ajuste de conduta, com responsabilidades claras e cooperação entre instituições.
O papel do Sindicato dos Produtores Rurais e da organização
A Cavalgada da Exposul carrega forte ligação com o setor produtivo rural de Rondonópolis. Por isso, a participação da diretoria do Sindicato dos Produtores Rurais na reunião é central. A entidade tem papel direto na articulação da feira, no diálogo com produtores e na preservação de uma tradição que faz parte da identidade do evento.
A organização da cavalgada, por sua vez, precisa transformar as regras do TAC em prática. Isso envolve orientação dos participantes, planejamento de estrutura, comunicação com equipes e atenção ao cumprimento das condutas acordadas.
Em eventos tradicionais, muitas vezes o desafio não está apenas em criar regras, mas em fazer com que elas cheguem a quem participa. Cavaleiros, comitivas, responsáveis por animais, equipes de apoio e público precisam compreender que o sucesso do evento depende de cada etapa.
A renovação de praticamente todas as condutas do ano passado pode facilitar esse trabalho. Quando as regras permanecem semelhantes, a organização tem mais condições de repetir procedimentos já conhecidos e corrigir pontos que possam ter exigido melhoria.
Esse processo também ajuda a manter a confiança entre as instituições envolvidas. O Sindicato, a organização e o Juvam partem de uma base comum. Cada parte sabe qual é sua função e quais compromissos precisam ser respeitados.
Tradição, responsabilidade e bem-estar animal
A cavalgada é um símbolo de pertencimento para muitas pessoas ligadas ao campo. Ela reúne história, cultura rural e celebração. Mas qualquer evento que envolva animais precisa dar atenção especial ao bem-estar deles.
Esse tema ganhou mais relevância nos últimos anos. A sociedade passou a cobrar que manifestações culturais e eventos populares mantenham cuidados adequados, principalmente quando há transporte, montagem, concentração de público e exposição de animais por longos períodos.
O TAC contribui para esse cuidado porque permite estabelecer parâmetros prévios. Ainda que os detalhes das condutas renovadas não tenham sido apresentados no comunicado inicial, a manutenção do termo indica que a organização seguirá regras formais relacionadas ao evento.
Responsabilidade, nesse contexto, não significa afastar a tradição. Significa garantir que ela continue acontecendo de forma compatível com os deveres atuais. Uma cavalgada bem organizada protege os participantes, valoriza os animais, reduz transtornos para a cidade e fortalece a imagem da Exposul.
Também é uma forma de mostrar que eventos rurais podem se adaptar às exigências legais e sociais sem perder sua essência. O público tende a reconhecer mais a tradição quando percebe cuidado, ordem e respeito ao ambiente.
A Exposul e a força simbólica da cavalgada
A Exposul é uma das feiras mais tradicionais de Rondonópolis e tem relação direta com o agronegócio, a cultura regional e a movimentação econômica da cidade. A cavalgada, ao abrir a programação, funciona como um marco simbólico. Ela anuncia o início da feira e aproxima o evento da população.
Esse tipo de abertura tem valor que vai além da agenda oficial. A cavalgada coloca nas ruas elementos da vida rural, como os animais, as comitivas, os trajes e os modos de celebração ligados ao campo. Para muita gente, esse é um dos momentos mais aguardados da programação.
Justamente por essa visibilidade, a organização precisa ser cuidadosa. Um evento de abertura projeta a imagem da feira como um todo. Se ele ocorre com ordem, segurança e respeito às normas, fortalece a credibilidade da Exposul. Se apresenta problemas, pode gerar críticas e comprometer a percepção pública.
A renovação do TAC antes da realização da cavalgada sinaliza planejamento. Também mostra que a organização reconhece a importância de alinhar tradição e responsabilidade institucional.
Na prática, o termo funciona como um guia para que a festa aconteça sem abrir mão dos cuidados necessários. Ele reduz margem para interpretações soltas e cria um compromisso compartilhado entre quem promove, acompanha e fiscaliza.
O que a renovação sinaliza para a edição deste ano
A decisão tomada na reunião desta segunda-feira aponta para uma edição organizada com base em experiência anterior. Ao renovar praticamente todas as condutas já firmadas, as partes indicam que o modelo usado no ano passado continuará orientando a cavalgada.
Isso não significa ausência de atenção. Ao contrário, a permanência das regras exige acompanhamento e cumprimento. Um TAC só cumpre sua função quando sai do papel e orienta decisões concretas antes, durante e depois do evento.
Para a organização, o próximo passo natural é trabalhar a aplicação das condutas renovadas. Isso inclui alinhar equipes, orientar participantes e garantir que todos os pontos pactuados sejam observados.
Para o Juvam, a renovação mantém uma base formal para acompanhar o processo. Para o Sindicato dos Produtores Rurais, representa a continuidade de uma tradição com respaldo institucional. Para a população, reforça a expectativa de uma abertura de feira com mais segurança e cuidado.
A 38ª Cavalgada da Exposul chega, assim, com um sinal claro: a tradição permanece, mas amparada por compromissos formais. Em eventos públicos de grande alcance, esse equilíbrio é o que permite celebrar a cultura local sem descuidar das responsabilidades que ela exige.




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