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MT tem 6 candidatos ao governo e 10 ao Senado após fechamento do cadastro

18 de ago.
6 min de leitura



Com o fim do prazo para pedidos de registro de candidaturas à Justiça Eleitoral, a disputa em Mato Grosso ganhou contornos mais definidos. O Estado terá seis candidatos ao governo e 10 candidatos ao Senado, segundo dados do sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral.


O fechamento do cadastro não encerra o processo de validação das candidaturas. A partir de agora, os pedidos seguem para análise, etapa em que a Justiça Eleitoral decide se cada registro será deferido ou indeferido. Ainda assim, a lista apresentada após o fim do prazo já mostra como ficaram organizadas as chapas majoritárias e o tamanho da disputa proporcional.


Além da corrida pelo Palácio Paiaguás e pelo Senado, Mato Grosso terá 135 candidatos a deputado federal e 264 candidatos a deputado estadual, que disputarão vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.


O fechamento do cadastro define a fase de registros


O encerramento do período de pedidos de registro é um marco formal do calendário eleitoral. Até esse prazo, partidos, federações e coligações apresentam à Justiça Eleitoral os nomes que pretendem lançar na disputa.


Depois disso, começa uma nova etapa. A Justiça Eleitoral passa a verificar a documentação, as condições de elegibilidade e possíveis causas de inelegibilidade. Só após essa análise cada candidatura recebe uma decisão oficial.


Na prática, isso significa que os nomes constam no sistema eleitoral como pedidos de registro. Eles formam o quadro da disputa neste momento, mas ainda dependem de validação. A análise pode resultar em:


  • Deferimento


Quando a candidatura é aceita pela Justiça Eleitoral.


  • Indeferimento


Quando o pedido é negado por algum problema identificado no registro.


  • Pendências ou recursos


Quando há questionamentos, ajustes ou contestação de decisões.


Esse processo é comum em eleições. Ele garante que as candidaturas sigam as regras previstas pela legislação eleitoral antes da votação.


Seis chapas disputam o governo de Mato Grosso


Na disputa pelo governo do Estado, seis candidatos aparecem registrados para concorrer ao comando do Executivo estadual. Cada chapa é composta por um candidato a governador e um candidato a vice-governador.


O Palácio Paiaguás, sede do governo estadual, será disputado por nomes de diferentes partidos e campos políticos. Entre os registros apresentados estão candidaturas de partidos como PSD, Mobiliza, Republicanos, Missão, AGIR e PL.


A composição das chapas ficou assim:


Candidato ao governo

Partido

Candidato a vice

Partido

Natasha Slhessarenko

PSD

Diogo Botelho

PDT

Maurício Coelho

Mobiliza

Dr. Wagner Malheiros

Mobiliza

Otaviano Pivetta

Republicanos

Gisela Simona

União

Rafael Milas

Missão

Thales Sartorelo

Missão

Sargento Laudicério, Lau

AGIR

Alex Pucineli

AGIR

Wellington Fagundes

PL

Reinaldo Morais

Novo


A lista reúne tanto chapas formadas por partidos únicos quanto composições com partidos diferentes entre cabeça de chapa e vice. Esse desenho costuma refletir acordos partidários, alianças regionais e estratégias para ampliar alcance eleitoral.


Entre os registros, também aparece o candidato à reeleição Otaviano Pivetta, do Republicanos, com Gisela Simona, do União, como candidata a vice-governadora. A presença de uma candidatura à reeleição tende a dar um peso específico à disputa, já que coloca em debate tanto propostas futuras quanto a avaliação da gestão atual.


Também entraram na corrida Natasha Slhessarenko, do PSD, com Diogo Botelho, do PDT; Maurício Coelho, do Mobiliza, com Dr. Wagner Malheiros; Rafael Milas, do Missão, com Thales Sartorelo; Sargento Laudicério, conhecido como Lau, do AGIR, com Alex Pucineli; e Wellington Fagundes, do PL, com Reinaldo Morais, do Novo.


Com isso, o cenário do governo fica numericamente enxuto, mas politicamente diverso. São seis chapas buscando espaço em um eleitorado estadual que costuma observar temas como infraestrutura, saúde, segurança, produção agropecuária, meio ambiente, educação e relação entre governo estadual e municípios.


A corrida ao Senado terá 10 candidatos para duas vagas


Além da eleição para governador, Mato Grosso também terá disputa para o Senado. Neste pleito, estão em jogo duas vagas, o que muda a dinâmica da campanha.


Quando há duas cadeiras em disputa, o eleitorado escolhe dois nomes para o Senado. Isso amplia o campo de competição e pode favorecer estratégias diferentes das usadas em eleições com apenas uma vaga. Candidatos podem disputar votos em bases semelhantes ou buscar nichos específicos em regiões e segmentos sociais distintos.


Segundo os registros informados, 10 candidatos concorrem ao Senado por Mato Grosso. Cada candidatura ao Senado conta com dois suplentes, que assumem em caso de afastamento, licença, renúncia ou perda de mandato do titular.


A composição registrada é a seguinte:


Candidato ao Senado

Partido

Suplentes

Beny Godoy

AGIR

Geraldo e Jackson Pereira, ambos do AGIR

Coronel Darwin

Democratas

Tenente Célio e Sargento Leopoldo, ambos do Democratas

Carlos Fávaro

PSD

Alexandre Schenkel, do PSD, e Carmen Machado, do PV

Antonio Galvan

Avante

Pastora Aline e Saulo Patriota, ambos do Avante

Janaina Riva

MDB

Aluizo Lima e Ibrahim Zaher, ambos do MDB

José Medeiros

PL

Odílio Balbinotti e Xuxu Dal Molin, em chapa do PL

Margareth Buzetti

PP

Jucélia Ferro, do PSDB, e Coronel Grassi, do Republicanos

Mauro Mendes

União

Cidinho Santos, do PP, e Elson Ramos, do Podemos

Pedro Taques

PSB

Carlos Augustin, Téti, do PSB, e Guelda Andrade, do PT

Professor Nelson Ferreira

AGIR

Maria Guedes e Itioma Barros, ambos do AGIR


A presença de 10 candidaturas para duas vagas indica uma disputa ampla dentro do campo majoritário. O Senado tem mandato de oito anos e papel central no Congresso Nacional, com atribuições como votar leis, analisar indicações para cargos públicos e participar do debate sobre temas federativos.


Para Mato Grosso, a eleição ao Senado costuma ter peso estratégico. Senadores atuam em temas nacionais, mas também podem influenciar pautas ligadas ao Estado, como obras federais, repasses, políticas para o agronegócio, infraestrutura logística, segurança nas fronteiras, meio ambiente e desenvolvimento regional.


A disputa proporcional terá 399 candidatos


O fechamento do cadastro também revelou o tamanho da disputa proporcional no Estado. Ao todo, são 399 candidaturas para os cargos de deputado federal e deputado estadual.


Desse total:


Cargo

Número de candidatos

Deputado federal

135

Deputado estadual

264

Total

399


Esses cargos têm regras diferentes das disputas majoritárias. Enquanto governador e senador são eleitos pelo sistema majoritário, deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional.


No sistema proporcional, o desempenho do partido ou federação tem grande peso. A votação individual importa, mas a distribuição das cadeiras considera também o total de votos alcançado pela legenda ou pelo grupo partidário. Por isso, além de campanhas individuais, a montagem das nominatas é decisiva.


A disputa para deputado federal define quem representará Mato Grosso na Câmara dos Deputados, em Brasília. Já a eleição para deputado estadual forma a composição da Assembleia Legislativa, em Cuiabá.


A Câmara discute temas nacionais, como orçamento, leis federais, impostos, programas sociais e políticas públicas de alcance nacional. A Assembleia Legislativa atua em temas estaduais, como orçamento do Estado, fiscalização do governo, leis locais e debates sobre serviços oferecidos à população mato-grossense.


Com 135 candidatos a deputado federal e 264 a deputado estadual, o eleitor terá uma oferta ampla de nomes na urna. Essa quantidade também mostra a força das articulações partidárias, já que cada sigla busca formar chapas competitivas para alcançar cadeiras.


O que acontece depois do fechamento do registro


O próximo passo cabe à Justiça Eleitoral. Após receber os pedidos, os órgãos responsáveis analisam se cada candidatura cumpre os requisitos previstos em lei.


Entre os pontos avaliados, podem estar documentação, filiação partidária, escolha em convenção, idade mínima para o cargo, domicílio eleitoral e eventual existência de impedimentos legais. Também pode haver impugnações, quando partidos, candidatos, coligações, federações ou o Ministério Público Eleitoral questionam algum registro.


Essa fase pode alterar o quadro final da disputa. Uma candidatura inicialmente registrada pode ser indeferida. Da mesma forma, uma decisão desfavorável pode ser objeto de recurso. Por isso, a lista divulgada após o fechamento do cadastro mostra o cenário inicial consolidado, mas não necessariamente a fotografia final da urna.


Para o eleitor, acompanhar essa etapa ajuda a entender quais nomes estarão efetivamente aptos a disputar o voto. Também permite verificar a composição das chapas, os partidos envolvidos e a situação jurídica de cada candidatura.


O sistema DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, é a principal ferramenta pública para essa consulta. Nele aparecem informações sobre candidatos, partidos, coligações, limites de gastos, bens declarados e prestação de contas, conforme cada etapa do processo eleitoral avança.


Um quadro eleitoral definido, mas ainda sujeito à análise


Com o cadastro fechado, Mato Grosso entra em uma fase mais clara da disputa. São seis nomes na corrida pelo Palácio Paiaguás, 10 candidatos em busca de duas vagas no Senado, 135 concorrentes à Câmara dos Deputados e 264 à Assembleia Legislativa.


O número de candidaturas dá a dimensão da eleição no Estado e mostra como partidos organizaram suas estratégias para a disputa majoritária e proporcional. A partir de agora, a atenção se volta à Justiça Eleitoral, que analisará os pedidos de registro e definirá quais candidaturas estarão oficialmente aptas.


Até lá, o cenário está desenhado, mas ainda passa pelo filtro legal. Para quem acompanha a política em Mato Grosso, o fechamento do cadastro marca o começo de uma nova etapa: menos especulação sobre quem entra na disputa e mais atenção às chapas, aos registros e ao andamento das decisões eleitorais.


 
 
 

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